Sociedade 13 de Maio em 14/03/1939
Exposição: Fragmentos do Negro em Batatais.
Tema: Museu e Histórias Controversas: dizer o indizível.
Duração: de 31 de maio a 30 de novembro de 2017
Dias e horários de visitação: Terças às sextas-feiras, das 08:00h às
12:00h (Fora deste horário, ligar para verificar disponibilidade).
Telefone para agendamento de grupos ou alunos: 16 - 3761 7071.
E-mail para agendamento de grupos ou alunos: mhpwashingtonluis@gmail.com
Realização: Museu Histórico e Pedagógico ‘Dr. Washington Luís’ (Museu
WL)
Apoio: Secretaria Municipal de Educação – Departamento de Cultura.
Responsável pela exposição: Alessandra Baltazar (pesquisadora cultural).
Responsáveis pela pesquisa: Luciana Squarizi (historiadora) e
Alessandra Baltazar (pesquisadora cultural).
Apresentação: Dar rosto e voz aos negros que viveram em Batatais, seja qual
fosse a condição: livre ou cativa - com base no acervo museológico,
iconográfico, textual e iconográfico do Museu WL - foi o objetivo da montagem
desta exposição. Sabemos que muito ainda pode e deve ser dito, escutado,
escrito, visto e levantado sobre a história do negro em Batatais nos arquivos
do Museu e ‘extra muros’. É imperativo, portanto, que o façam.
Justificativa: A pesquisa sobre a história do negro em Batatais tratou do
que ainda não foi dito ou foi dito, mas não foi escutado. Buscamos olhar para
os objetos museais existentes do ponto de vista de sua produção, ofícios e
saberes, para além do trabalho escravo obrigatório. Com base naquilo que já foi
dito nos bancos acadêmicos e que consta no Museu WL, porém que ainda não chegou
também à população interessada.
A exposição: Sem um roteiro específico, o visitante pode começar seu
passeio pelo tempo de qualquer local reservado à exposição.
O visitante irá
encontrar desde a bibliografia de apoio até a batuta que pertenceu ao maestro
Major Antão Fernandes - negro, de origem humilde, batataense, ficou famoso por
ganhar o concurso que deu início instrumental ao Hino Nacional, no início do
século XX-, passando por outros personagens locais e lugares em sua maioria
descritos pelo memorialista local, Jean de Frans (José Augusto Fernandes), e/ou
que foram lembrados em periódicos, que constam do acervo documental do Museu
WL.
Não necessariamente, o
visitante irá encontrar objetos relacionados ao período do cativeiro de homens
e mulheres, adultos, jovens e crianças que viveram em Batatais, mesmo porquê
estes são mínimos, mas extremamente significativos.
Vale lembrar que
também o negro esteve na condição de forro, embora em número reduzido, durante
o período de escravidão brasileiro (em torno do ano do ano de 1540 até o ano de
1888).
E, por falar em tempo,
foi elaborada uma linha cronológica desta história em construção. Ainda sobre o
‘tempo’, aceitamos sugestões de informações que possam complementá-la sempre.
Aliás, todas as
doações de objetos e afins são bem-vindas. É salutar lembrar que aproveitamos o
acervo textual, imagético e museal existente no Museu WL para obter as
informações e dados sobre os fragmentos da história do negro em Batatais.
Isso não significa que
esgotamos as múltiplas possibilidades e perspectivas de apresentação, estudo e
releitura do material sob a guarda do Museu WL que dizem respeito de forma
direta ou mesmo indireta ao negro em Batatais.
Os clubes e festas
foram lembrados por meio de uma fotografia – o objeto central da exposição – de
uma turma de colegas no clube Princesa Isabel com uma indicação manual como
sendo do ano de 1939.
Esperamos saber seus nomes,
como eram e se posicionavam em suas vidas diárias e, para isso, como num ‘jogo
de memória’ a fotografia foi desconstruída – cada pessoa foi reeditada
individualmente - para dar maior visibilidade e possibilidade de
reconhecimento, dando a ideia de pertencimento ao visitante que volta-se também
aos objetos, saberes e vivências dos africanos e afro-brasileiros, na maioria
pós-abolição (1888) no período imperial.
Ainda sobre
celebrações, o visitante poderá conhecer a história representativa de
congadeiros locais do passado e perceber como as danças e ladainhas religiosas
eram animadas e concorridas na Batatais de outrora.
Sobre a religião
cristã, foi trazido a público a devoção do negro por Nossa Senhora do Rosário
com a Igreja existente na cidade e com a crença em São Benedito nas ditas congadas.
De trabalhadores
rurais a oficineiros da cidade ou do campo foi lançado um novo olhar sobre a
negação de uma identidade econômica aos negros pelas maiorias brancas
dominadoras. Os negros também estiveram presentes não apenas com o trabalho forçado
no campo, e, sim, exerceram outros ofícios de forma autônoma e criativa nos
períodos colonial, imperial e início do republicano. Reapresentamos alguns
desses ofícios ligados às pessoas e objetos escolhidos para compor a exposição.
Buscar dizer o
indizível foi nossa tarefa! Acreditamos que algumas coisas foram ditas sobre o
negro em Batatais constante nas estantes e armários do Museu WL.
Batatais, maio de
2017.
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LEITURAS DE APOIO
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Documentação
iconográfica diversa
sobre o tema.
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Batatais, edições dos anos de 1945 e 1946.
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